Após o primeiro embate até me posso esquecer que ela existe, mas apenas por breves momentos, porque quando volto a tocar nessa zona a dor que provoca faz-me lembrar que ainda não sarou. Essa dor, limita-me os movimentos, limita-me a rapidez, torna-me frágil... a cor fica feia e retrai-me, não quero que me vejam de forma diferente... Não me isolo, mas escondo aquela cor estranha e o que faço, faço-o de forma a que não me sinta debilitada. Aprendo a viver com isso e adapto-me facilmente a todas as circunstâncias.
O tempo vai passando e vou esquecendo a pouco e pouco... quando me apercebo ela já desapareceu!
Assim se descreve a tristeza, esse sentimento que nos faz crescer...
Há pouco tempo aprendi com Eduardo Sá a "beleza" que a tristeza pode trazer... Faz-nos crescer, faz-nos pensar, faz-nos reflectir, adaptar a novas situações, isolar (sim, todos precisamos de passar algum tempo sozinhos)... no fundo, faz-nos parar para pensar, e todos precisamos disso em algum momento.
Não é assim tão mau... má é a dor que isso provoca, é a forma distorcida como nos podemos ver, más são as limitações que pensamos ter, a fragilidade em que ficamos e, por vezes, a forma como descarregamos em cima de alguém que nos ajuda...
E, no fim, existe sempre uma conclusão, uma lição a tirar de tudo isso. Fui aprendendo ao longo do tempo a retirar as coisas boas das coisas más... Hoje posso dizer que a vida me sorri!
(Em comentário) Mas como ser exigente que sou... ainda pode sorrir mais!